segunda-feira, 29 de junho de 2015

Fundos prometidos à Guiné-Bissau na mesa-redonda de Bruxelas vão começar a chegar

Parte da promessa financeira de apoio à Guiné-Bissau anunciada pela comunidade internacional na recente mesa-redonda de Bruxelas da comunidade vão começar a chegar nos próximos meses, afirmou o ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau.



“Alguns parceiros dão indicações de que podemos contar com apoios específicos já nos próximos tempos, em 2015 ainda e em 2016”, referiu Geraldo Martins em declarações à Rádio ONU, em Nova Iorque, dando como exemplo a Comissão de Consolidação da Paz, que prometeu desbloquear 10 milhões.

No decurso da mesa-redonda de Bruxelas, a comunidade internacional prometeu apoiar projectos de desenvolvimento na Guiné-Bissau até ao montante de 1,5 mil milhões de dólares.

O ministro adiantou que uma missão do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID) deverá deslocar-se à Guiné-Bissau no final do Ramadão a fim de identificar os projectos que a instituição prometeu financiar aquando da mesa-redonda de Bruxelas.

O ministro Geraldo Martins esteve recentemente em missão de serviço em Moçambique, Portugal e nos Estados Unidos da América e em Moçambique participou na assembleia anual do Banco Islâmico de Desenvolvimento.

Está igualmente agendada para breve uma deslocação à Guiné-Bissau de uma delegação do Banco Árabe de Desenvolvimento Económico de África (BADEA), que eventualmente será chefiada pelo próprio presidente da instituição.

O objectivo da deslocação do BADEA à Guiné-Bissau é, à semelhança do que ocorre com o BID, para conhecer de perto os projectos para os quais prometeu desembolsar os 20 milhões de dólares anunciados na reunião de Bruxelas.

O ministro disse ainda que na sua passagem por Portugal, concretamente na cidade de Braga, manteve encontro com um grupo de empresários portugueses com quem discutiu as oportunidades de negócio na Guiné-Bissau.

União de Exportadores da CPLP apoia certificação da castanha de caju guineense

O presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, disse hoje que esta organização está a ajudar a construir projetos estratégicos nestes países, dando como exemplo a Guiné-Bissau onde vai ser promovida a certificação da castanha de caju.


null
Mário Costa explicou, no último dia do Fórum da União de Exportadores da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que apesar de este produto ser muito exportado contribui "com pouco emprego e pouca riqueza para o país porque não tem certificado de qualidade".

Segundo o mesmo responsável, "poucas empresas consomem o produto diretamente da Guiné-Bissau", já que sem certificação de qualidade "é muito difícil ser aceite nos mercados internacionais".

A castanha de caju produzida pela Guiné-Bissau é importada sobretudo por empresas indianas, que compram o produto a baixo preço, certificam-no e distribuem-no posteriormente, acrescentando-lhe valor.

A União de Exportadores ofereceu ao Governo da Guiné-Bissau um laboratório de certificação, que "vai ajudar a organizar um setor de atividade bastante importante" para este país africano, salientou Mário Costa, adiantando que contactou com importadores e distribuidores de castanha de caju que asseguraram a compra da totalidade do produto produzido na Guiné- Bissau.

Mário Costa revelou que também São Tomé e Príncipe vai poder contar com um laboratório de certificação de produtos, bem como uma incubadora de empresas para formar jovens agricultores são-tomenses.

A agricultura, adiantou, foi identificada como um dos setores estratégicos para este país, a par do turismo e das pescas.

"O governo [de São Tomé e Príncipe] já tomou consciência de que tem de diversificar a economia para não acontecer aquilo que está a acontecer em Angola", sublinhou Mário Costa, alertando para a dependência do petróleo e do gás.

RCR // CC

Lusa/fim

Domingos Simões revela que presidente senegalês quer ajudar Bissau a ultrapassar crises políticas

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau (fotografia de arquivo)O primeiro-ministro da Guiné Bissau, Domingos Simões Pereira, revelou este domingo que a sua deslocação a Dakar, Senegal, foi muito positiva.

Domingos Pereira indicou que o chefe de estado senegalês e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Macky Sall, prometeu ajudar a mediar a tensão entre o governo e a presidência da Guiné-Bissau tanto a nível político, bem como no âmbito do desenvolvimento.

«Falámos da situação política nas suas várias vertentes e no contributo que ele, enquanto presidente do Senegal e da CEDEAO, pode ter na atualidade da nossa situação nacional», disse Domingos Pereira.

"Moção de confiança derrota os que querem instabilidade na Guiné-Bissau", diz João de Barros

Analista aborda a moção de confiança aprovada pelo Parlamento.

O parlamento da Guiné-Bissau aprovou nesta quinta-feira, 25, por unanimidade uma moção de confiança apresentada em regime de urgência pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

A decisão do Governo surge depois de uma semana política agitada em que vieram ao de cima, na imprensa e nos corredores do poder, tensões entre o Presidente da República e o primeiro-ministro.

Para observadores em Bissau, a aprovação de moção de confiança é uma resposta a qualquer tipo de desestabilização do sistema político.

"Moção de confiança derrota os que querem instabilidade na Guiné-Bissau", diz João de Barros

O texto da moção de confiança diz que a sua aprovação “representa para o Governo uma premissa fundamental para a estabilidade institucional e o normal funcionamento das instituições da República”.

Com votos de todos os deputados, a moção, de acordo com os seus promotores, é também “um forte sinal de confiança e harmonização de posições e esforços entre a Assembleia Nacional Popular e o Governo, que deve ser transmitido aos parceiros de desenvolvimento”.

Para o editor do jornal Expresso João de Barros, a aprovação da moção é algo novo e é uma resposta directa àqueles que, segundo Barros, podiam estar interessados em criar instabilidade no país.

“É uma derrota inequívoca para aqueles que, de uma forma ou de outra, queriam desestabilizar ao país, mas é um processo em que não há nem vencedores nem vencidos, apesar de ter havido posições que se digladiavam na arena pública”, analista Barros.

Em  conversa com a VOA, aquele editor diz acreditar que os políticos entenderam a mensagem dos guineenses que não querem mais instabilidade, mas sim manter um sistema político que, mesmo com diferenças profundas, funcione. Este é um novo mecanismo no país.

Para Barros, o “guineense está pouco virado para a instabilidade, mas em parte revela alguma imaturidade dos nossos políticos, que recorrem ao passado e à instabilidade, mas essas forças estão a perder terreno”.

Por outro lado, o Departamento de Estado americano publicou ontem o seu relatório sobre os direitos humanos no mundo referente a 2014, no qual reconhece melhorias a nível da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, apesar da condenação de um jornalista por alegadamente ter difamado o Presidente da República.

Antigo secretário de Estado da Comunicação social, João de Barros diz ser crítico sobre a liberdade da imprensa na Guiné-Bissau, que “está coarctada”.

Segundo João de Barros, as empresas, tanto públicas como privadas, não têm dinheiro.

“Quanto um jornalista recebe boleia para ir fazer uma reportagem, fica sem liberdade e incapacitado para fazer uma leitura própria”, concluiu Barros.

Recorde-se que no seu relatório sobre os direitos humanos no mundo divulgado ontem, 25, o Departamento de Estado americano reconheceu o regresso da Guiné-Bissau à normalidade constitucional, mas citou várias violações dos direitos humanos como corrupção generalidade, violência e discriminação contra mulheres e crianças,  más condições nas cadeias, ausência de independência judicial e inexistência de processos judiciais,  mutilação genital feminina, tráfico de pessoas e trabalho infantil, incluindo trabalho forçado.

Apesar dos esforços do Governo para combater a corrupção, o relatório identifica como principal problema a incapacidade das novas autoridades em punir os que, no passado, violaram os direitos humanos.

Fonte: VOA

Estamos de volta !!!!!!!!

Depois de alguns dias inativos, por motivos urgentes, aqui estamos nós de volta ao nosso trabalho.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Organização alemã debate com imãs da Guiné-Bissau fim da excisão feminina

Uma organização não-governamental da Alemanha, Target, está a levar a cabo várias ações de sensibilização junto de líderes muçulmanos da Guiné-Bissau sobre os malefícios da Mutilação Genital Feminina (MGF).
null
Cerca de duas dezenas de imãs (líderes do culto islâmico) encontram-se reunidos num seminário ministrado por Tarafa Baghajati, imã numa mesquita de Viena, Áustria, em que o tema principal são os malefícios da prática da MGF.

O seminário de três dias termina hoje e alguns líderes já declararam a sua determinação em abandonar a prática, bem como em sensibilizar os fiéis das suas zonas sobre o facto de a MGF não ser uma recomendação do Islão.

Segundo o imã Malam Djassi, a prática da mutilação genital "até tem vindo a diminuir" na Guiné-Bissau, desde que o país adotou o chamado "Livro de Ouro" em 2012, em que os dignitários muçulmanos do país anunciaram o abandono do fenómeno.

O imã Djassi sublinhou, contudo, que a MGF é ainda observada nas regiões do leste do país, onde reside a maioria da comunidade islâmica, e em Bissau.

Dados do Governo guineense indicam que cerca da metade das mulheres e raparigas do país foram submetidas à excisão.

Tarafa Baghajati congratulou-se com "os grandes avanços" registados na Guiné-Bissau em matéria do abandono da MGF, mas espera ver o fenómeno "completamente erradicado" no país até 2020.

O seminário é organizado pela ONG guineense Djinopi, em parceria com a Target.

MB // APN

Lusa

Seleção Guiné-Bissau empata a zero com a Zâmbia na qualificação para a CAN

A seleção da Guiné-Bissau empatou hoje sem golos com a Zâmbia, na capital daquele país, Lusaca, numa partida a contar para a fase de qualificação da Taça das Nações Africanas (CAN 2017).

Guiné-Bissau empata a zero com a Zâmbia na qualificação para a CAN

O guarda-redes guineense, Jonas Mendes, esteve em destaque, ao defender uma grande penalidade quase no final da partida.

No primeiro jogo da fase de qualificação e mesmo sem treinar, a seleção da Guiné-Bissau conseguiu conquistar o primeiro ponto no Grupo E, depois de uma viagem até à Zâmbia que esteve envolta em polémica.

Os jogadores manifestaram-se indignados na sexta-feira com as dificuldades na viagem de Lisboa, onde se concentraram, até Lusaca.

A equipa treinada pelo português Paulo Torres viajou para Itália e dali para a Etiópia, onde ainda se encontrava na sexta-feira para fazer uma longa viagem de autocarro e chegar à Zâmbia poucas horas antes do jogo.

"Gostava de saber quem escolheu esta rota. Isto é um crime, o que estão a fazer connosco", referiu Zezinho, um dos jogadores, ouvido através de telefone por uma rádio local de Bissau.

Ivanildo, jogador da Académica, também lamentou o sucedido: "Quem escolheu este itinerário não percebe nada de futebol. Nem uma caravana de turistas merece este tratamento".

Os jogadores guineenses tiveram ainda que pagar do seu próprio bolso a estadia num hotel em Roma.

O diretor-geral do Desporto guineense, Carlos Costa, disse que o Governo disponibilizou os meios necessários e que coube à Federação de Futebol a escolha do itinerário da viagem, pelo que "as responsabilidades terão que ser apuradas".

A comitiva guineense era composta por 20 jogadores, seis dirigentes e corpo técnico.

Os jogadores questionaram o itinerário escolhido, dizendo que seria mais fácil viajar de Lisboa para Lusaca (capital da Zâmbia), fazendo escala em Luanda.

A Guiné-Bissau tem dois jogos em casa no mês de setembro, contra o Quénia e o Congo.

Câmara de Bissau manda fechar armazéns e lojas a funcionar em casas inacabadas

A Câmara Municipal de Bissau mandou fechar todos os armazéns e lojas a funcionar em casas inacabadas que se encontrem nas vias urbanas da capital guineense, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia, Adriano Ferreira..


null


O fecho daqueles espaços começou na sexta-feira na Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria (principal artéria da capital), onde foram encerradas dezenas de lojas que funcionam em casas inacabadas.

 

Adriano Ferreira disse à Lusa que a Câmara apenas está a "fazer cumprir a lei", depois de ter dado uma moratória de seis meses aos proprietários para regularizarem a situação.

"Os proprietários pedem licença à Câmara para iniciarem obras de construção de edifícios, mas antes mesmo da conclusão, alugam a parte inferior para servirem como armazéns de venda de todo tipo de produtos", afirmou Adriano Ferreira.

A ordem de conclusão das obras foi dada aos proprietários em dezembro, mas de acordo com o presidente da Câmara "ninguém moveu uma palha" para cumprir com a determinação da edilidade.

Questionado sobre o número exato de armazéns em causa, Adriano Ferreira admitiu serem "centenas" em toda a cidade de Bissau, mas principalmente na zona do mercado do Bandim.

Aos proprietários será dada mais uma oportunidade para concluírem as obras, mas antes terão que pagar uma multa por incumprimento de uma determinação municipal.

Adriano Ferreira diz que a Câmara "está a fazer um trabalho pedagógico" perante pessoas "que não estão habituadas a viver" dentro de princípios de desenvolvimento urbano, que é, realçou, um dos vetores do programa do novo Governo da Guiné-Bissau - empossado há quase um ano.

MB // PJA

Lusa/Fim

Presidente critica forma como Cassamá pediu desculpas a Angola

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, criticou hoje a forma como o líder do parlamento do país, Cipriano Cassamá, pediu desculpa ao povo angolano, a propósito do golpe militar que aconteceu em Bissau em 2012.
Resultado de imagem para José Mário Vaz.
"Não é aceitável que alguém, ainda que titular de órgão de soberania, decida pronunciar-se em nome de todas as autoridades guineenses, dos partidos políticos ou do povo, sem mandato para o efeito e sem consulta ou articulação prévia com os órgãos normalmente competentes para tal", observou José Mário Vaz.

À saída de uma audiência com o presidente do Parlamento de Angola, no âmbito de uma visita oficial àquele país em 01 de junho, Cipriano Cassamá disse aos jornalistas ter pedido "desculpa em nome do povo guineense".

"Em nome do povo da Guiné-Bissau, dos partidos políticos com e sem assento parlamentar e demais autoridades, pedi desculpas ao povo angolano pelos acontecimentos vergonhosos e tristes ocorridos no meu país, a 12 de abril de 2012", referiu Cassamá, citado pela imprensa angolana.

O líder do Parlamento guineense referia-se à retirada forçada dos efetivos militares e da polícia que estavam em Bissau integrados na Missão Militar Angolana (Missang).

Dirigindo-se aos 13 membros do Conselho de Estado (órgão consultivo do Presidente da República), que hoje tomaram posse, José Mário Vaz disse ser inaceitável aquele tipo de pronunciamento - sem nunca referir ao nome de Cipriano Cassamá, que também estava presente na cerimónia.

Para o Presidente guineense "não está em causa" o que o líder do Parlamento disse, mas sim a sua legitimidade para o fazer.

"Há que haver maiores responsabilidades, há que haver um esforço de contenção do impulso mediático da vontade de aparecer", defendeu José Mário Vaz, pedindo reserva e discrição na conduta pública dos titulares de órgãos de soberania.

"Este estado de coisas não ajuda aos esforços conjuntos de reabilitação da imagem das nossas instituições da República sobre as quais, oportunamente, este conselho será chamado a pronunciar-se", disse ainda o Presidente guineense.

Ao ser convidado para usar da palavra na cerimónia de hoje, na qualidade de presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá disse que não sabia que iria discursar pelo que não tinha nada a dizer.

China pretende triplicar produção de arroz na Guiné-Bissau

A China vai aprofundar a cooperação bilateral com a Guiné-Bissau nos domínios da pesca, agricultura, especialmente na cultura de arroz e noutras áreas de interesse dos dois países, disse quinta-feira em Bissau o embaixador da China.
Resultado de imagem para produção de arroz na Guiné-Bissau
O embaixador Wang Hua disse à saída de uma audiência concedida pelo Presidente José Mário Vaz que uma equipa de técnicos agrícolas chineses está a trabalhar na produção de arroz na região de Bafatá e adiantou “pretendemos que essa actividade se alargue às restantes regiões da Guiné-Bissau.”

O embaixador da China acrescentou que, de acordo com a previsão dos técnicos chineses, a produção de arroz na região Bafatá irá na presente campanha agrícola registar uma produtividade triplicada relativamente às campanhas anteriores.

O interesse em aumentar a produção de arroz, produto base da dieta alimentar da Guiné-Bissau, ocorreu na mesma altura em que o governo distribuiu pelos diferentes departamentos estatais cerca de 400 computadores e respectivos acessórios doados pela China.

Artistas da Guiné-Bissau vão cantar fados de Amália Rodrigues

Seis artistas da Guiné-Bissau cantaram fados de Amália Rodrigues ao som da guitarra portuguesa num espetáculo musical no passado sábado , em Bissau.
Artistas da Guiné-Bissau vão cantar fados de Amália Rodrigues
"Cantar fado é difícil. Transpira-se por todos os lados", desabafa Eneida Marta, uma das cantoras, à margem dos ensaios que já decorrem na capital guineense.

Lado a lado com ela no espetáculo "Bissau canta Amália Rodrigues" estiveram  Zé Manel, Binham, Demba, Natalie Insoandé e Ryhmman, vozes habituadas às melodias guineenses.

A guitarra portuguesa esteve nas mãos de Tiago Lopes, que voou de Lisboa para Bissau para tocar neste evento - que representa a sua estreia em África.

"É algo de novo", mais que uma simples "noite de fados", por juntar vozes locais a um estilo tradicional português, destaca o músico.

Ivan e Gogui Embaló acompanharam à viola e demonstrarão empenho.

"É um projeto que mobilizou todo o mundo. Acho que  correu bem", descreve Gogui.

O espetáculo decorreu no espaço aberto da delegação da RTP e Lusa em Bissau, com entrada gratuita, mediante convite, e faz parte da programação destinada a festejar os santos populares na capital.

Numa das ruas adjacentes foram instaladas bancas de comidas e bebidas e houve um segundo palco onde, após o espetáculo de fado, atuaram bandas locais durante o resto da noite, animação que se repetiu na noite de domingo.

Guiné-Bissau Cria Companhia Aérea Com Romena Tender

O Governo guineense anunciou a criação de uma companhia de bandeira do país designada Air Guiné-Bissau num consórcio com o grupo romeno Tender que disponibilizará os aviões.


avião noite 5_003995
O secretário de Estado guineense para o setor dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira, apresentou a nova companhia numa unidade hoteleira da capital e referiu que o grupo português Euroatlantic poderá vir a juntar-se ao consórcio.

A Air Guiné-Bissau terá dois aviões, a serem disponibilizados pela Tender até final deste ano, e ligações de Bissau para o Senegal, Cabo Verde, Portugal e França.

Está previsto que um ano depois haja também ligações de Bissau para o Brasil, indicou o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.

De acordo com Bernardo Vieira, a companhia portuguesa Euroatlantic, que faz ligações diretas entre Bissau e Lisboa, pediu tempo para analisar “alguns pontos” do protocolo de acordo para criação da Air Guiné-Bissau.

Para já, a companhia de bandeira da Guiné-Bissau será detida em 40% pelo Estado guineense e em 60% pelo grupo Tender.

João Bernardo Vieira afirmou que a criação da companhia de aviação civil “vai ao encontro das necessidades dos guineenses” em resposta aos desafios do país.

O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, que em fevereiro classificou a criação da companhia nacional como um desafio pessoal, salientou “o clima de entendimento” registado nas negociações tripartidas (Governo, grupo Tender e Euroatlantic) que decorrem desde quarta-feira em Bissau para augurar “um bom futuro” para a Air Guiné-Bissau.

As três partes devem voltar a encontrar-se nas próximas semanas em Bucareste (Roménia) e em Lisboa, momento em que João Bernardo Vieira espera obter uma posição final do grupo português.

Nos anos 1990, chegaram a ser criados os Transportes Aéreos da Guiné-Bissau, mas a companhia acabaria por falir.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PM da Guiné-Bissau quer justiça no caso do SEC acusado de falsificação de passaportes

Idelfrides Manuel Gomes Fernandes foi detido na quinta-feira e solto no sábado sem decisão judicial.Domingos Simões Pereira

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira lamentou a situação que envolve o secretário de Estado das Comunidades, Idelfrides Manuel Gomes Fernandes, detido na passada Quinta-feira, 4, e libertado no sábado, 6, mas sem qualquer decisão judicial.

Sem entrar em detalhes, Simões Pereira disse que não podia ficar indiferente ao caso em que está envolvido um membro do seu Governo, mas reiterou “confiar e esperar que a justiça seja feita”.

Até agora desconhece-se a base da libertação do secretário de Estado das Comunidades, que se encontrava na sede da Polícia Judiciária em Bissau, mas a VOA sabe que tem havido muitas pressões por gente bem colocado do seu partido, o PAICG, no poder, para a sua libertação por considerar que ele padece de graves problemas respiratórios.

Aguarda-se a qualquer momento uma reacção das autoridades policiais e judicais.

PM lamenta a situação espera que a justiça seja feita não pode ficar indiferente a um colega do governo.

Em determinados círculos, nomeadamente observadores e fontes do poder judicial, estranham a soltura do Governo e temem que a impunidade continue a marcar pontos no país, depois de restabelecida a ordem constitucional há mais de um ano

Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é acusado pelas autoridades policiais e judiciais de alegada venda ilegal de passaportes diplomáticos e de serviços.

Recorde-se que meses atrás, muitos cidadãos estrangeiros foram apanhados com passaportes diplomáticos e de serviço, com a assinatura de Gomes Fernandes, em vez da do ministro titular dos Negócios Estrangeiros, como impõe a lei.

Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é secretário de Estado das Comunidades desde o Governo de Transição, saído do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012. Entretanto, ele tinha ocupado o mesmo cargo no Governo de Carlos Gomes Júnior.