quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Dia da Mulher assinalado a 30 de Janeiro pela recuperação de produção intelectual

Bissau – A Guiné-Bissau assinala esta sexta-feira, 30 de Janeiro, o Dia Nacional da Mulher Guineense.



A data é comemorada com varias iniciativas, palestras, workshops, a Comissão das Mulheres de Segurança, cuja cerimónia de abertura foi conduzida esta quinta-feira pelo secretário de Estado da Ordem Pública, Doménico Sanca.

Falando a Imprensa durante a cerimónia, o governante disse que a iniciativa tem como objectivo recuperar algumas produções intelectuais sobre a participação das mulheres no contexto da segurança pública guineense, a partir da independência, focando a inserção e representatividade das mulheres nas corporações das forças e serviços de segurança nacional.

Neste sentido, Sanca sublinhou que a presença das mulheres nas fileiras da guerrilha, nos serviços militares, de saúde, no apoio às áreas de retaguarda, embora na frente de um movimento de libertação muitas destas mulheres atuavam mesmo como guerrilheiras em situação de combate.

Ele destacou, por outro lado, que a figura do homem deveria ser partilhada pela mulher, o que se acabou por reflectir na esfera das forças e serviços de segurança.

«Desta forma fica evidente que a mulher foi requisitada buscando suprir a deficiência de pessoal nas áreas técnicas e administrativas», referiu.

Doménico Sanca disse ainda que o papel da mulher se encontra de três formas nas forças e serviços de segurança, nomeadamente nas relações sociais entre sujeitos policiais, articulação entre o papel desenvolvido pela mulher e a transformação das relações entre superior e subordinado mulher/homem, como também nos circuitos hierárquicos que conferem à mulher agente e todas as prorrogativas advindas dos postos e graduação ocupados ao longo das suas carreiras.

A cerimónia de celebração desta data vai ser conduzida pelo Presidente da República José, Mário Vaz, na «Praça Titina Sila», com a inauguração de uma estátua com o seu nome nesta mesma localidade.

A União Europeia promove a melhoria do sistema educativo na região de Cacheu

image

image

Cabo Verde é o terceiro país economicamente mais livre da África

Cabo Verde melhorou a sua posição no Índice da Liberdade Económica 2015 da Heritage Foundation, sendo agora o terceiro país economicamente mais livre em África. O arquipélago registou a sua maior pontuação de liberdade económica de sempre (84,6), progredindo para as fileiras do "moderadamente livre”, lê-se na página institucional da fundação. Centro Financeiro de Chã de Areia -  Praia Cabo VerdeCentro Financeiro de Chã de Areia - Praia Cabo Verde


A fundação que mede a liberdade económica no mundo destaca os avanços de Cabo Verde na estabilidade monetária, direitos de propriedade, liberdade, corrupção e Estado de Direito. Entre os países da CPLP, Cabo Verde, que ficou na 60a. posição a nível mundial, lidera a lista à frente de Portugal, que ocupa a 64ª posição, Brasil (118º), Moçambique(125º), Guiné Bissau(145º), São Tomé e Príncipe(136º) e Angola(158º). Timor-Leste no 167º lugar e Guiné Equatorial no 173º são os países com menos liberdade económica, segundo o relatório.

O ranking do Heritage Foundation, que abarcou 178 países, é liderado por Hong Kong, seguido por Singapura, Nova Zelândia, Austrália e Suiça. Este índice analisa o compromisso destes países com as 10 liberdades económicas, incluindo a liberdade de comércio, liberdade financeira, a gestão dos gastos do governo e liberdade de corrupção.

Guiné-Bissau acredita em Figo, mas apoiará Blatter

Luís Figo anunciou a sua candidatura à presidência da FIFA.
BlatterFoto: MICHAEL BUHOLZER / AFP
Blatter é o atual presidente da FIFA

O vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Joãozinho Mendes, disse hoje à agência Lusa que o organismo apoia Joseph Blatter nas eleições da FIFA, apesar de considerar que Luís Figo pode vir a ser "um bom presidente".

O antigo internacional português posicionou-se hoje, numa entrevista à cadeia de televisão CNN, como candidato à presidência do organismo que gere o futebol mundial nas eleições que terão lugar a 29 de maio.

O número dois da federação guineense de futebol, antigo jogador profissional em Portugal, notou que o ex-internacional luso "até pode vir a ser um bom presidente" da FIFA, mas o voto da Guiné-Bissau vai para Blatter, à luz de um entendimento entre federações africanas numa reunião realizada em junho, no Brasil.

"Aquando do Mundial, no Brasil, todas as federações afiliadas na Confederação Africana de Futebol (CAF) prometeram apoiar Joseph Blatter. A Guiné-Bissau não pode faltar à palavra dada", afirmou Joãozinho Mendes.

O dirigente lembrou que o compromisso da CAF para com o atual presidente da FIFA "ficou selado" com o chumbo das propostas que visavam "não permitir a candidatura de Blatter", nomeadamente através da limitação da idade do presidente e do número de mandatos.

A Confederação Africana de Futebol votou contra os dois diplomas e a favor de Blatter, economista suíço de 79 anos que dirige a FIFA desde 1998.

Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe podem ser proibidos de votar na Assembleia da ONU

As Nações Unidas alertaram aos Estados-membros que têm as suas contribuições em atraso que não poderão votar na Assembleia caso não paguem a dívida que têm dentro da Organização.



O Secretário Geral da ONU enviou uma carta ao Presidente da Assembleia Geral, alertando para o facto de existirem Estados-membros que têm uma dívida que ultrapassa o limite que se pode ficar a dever à Organização durante dois anos inteiros.

A Guiné-Bissau tem uma dívida de 372.644 mil dólares e São Tomé e Príncipe um total de 805.024 mil dólares. Contudo eles serão autorizados a votar na Assmebleia até ao fim da 69ª sessão.

Granada, Quirguiquistão, Libéria, Ruanda, Macedónia, Tonga, República de Vanuatu e Iémen são os países que não poderão votar.

Comoros e Somália também estão na lista, mas são contemplados pela mesma excepção da Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Governo abre processo para compra de navios para ligar o arquipélago dos Bijagós à parte continental do país

O governo da Guiné-Bissau lançou hoje o processo para compra de três novos navios para ligar o arquipélago dos Bijagós à parte continental do país e a empresa portuguesa Atlantic Eagle Shipbulding figura entre as concorrentes
Governo da Guiné-Bissau abre processo para compra de navios
Segundo foi anunciado em cerimónia pública, o processo é organizado pela secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações, que pretende ver os navios nas águas guineenses ainda este ano.

De acordo com Cesário Ferreira, chefe do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, cinco empresas estrangeiras manifestaram vontade de apresentar propostas ao executivo guineense, mas apenas três se encontram em Bissau para levar propostas à equipa da avaliação.

Entre as firmas presentes na chamada "conferência de investidores" para aquisição de barcos de transportes de passageiros e cargas, figura a portuguesa Atlantic Eagle Shipbulding (concessionária dos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz), para além de uma outra holandesa e ainda outra espanhola.

As empresas irão mostrar as características dos navios que podem oferecer, tempo de fabrico, condições de entrega, entre outros aspetos, para depois serem selecionadas para uma lista restrita que será aceite a concurso, indicou Cesário Ferreira.

Atualmente, as ilhas da Guiné-Bissau estão ligadas ao território continental apenas com pirogas, uma situação que o governo pretende mudar, colocando no ativo navios que possam garantir segurança aos passageiros.

O secretário de Estado da Integração Regional, Degol Mendes, adiantou hoje que, brevemente, os navios Baria, Pecixe e Quarto Centenário, embarcações de transporte de passageiros e carga que estavam avariados há vários meses, voltarão ao mar depois de "profundas reparações" pagas pelo governo.

Aos três navios o executivo quer juntar outros tantos, novos, a serem comprados no âmbito do processo hoje lançado.

Degol Mendes afirmou que o governo guineense está a dar resposta aos pedidos das populações para o reforço da segurança no transporte marítimo na sequência de acidentes com as pirogas que têm ceifado vidas.

A Guiné-Bissau conta com mais de 80 ilhas, embora apenas cerca de dezena e meia seja habitada, e várias zonas do país descontinuas para quais apenas se pode viajar de embarcação.

O secretário de Estado da Integração Regional destacou igualmente a importância da aquisição de novos navios para as ilhas no âmbito do projeto do executivo para transformar o arquipélago dos Bijagós numa "zona de turismo por excelência" a partir deste ano.

Primeiro-ministro garante que não há mal-estar com chefe de Estado

O primeiro-ministro guineense garantiu hoje, na Cidade da Praia, a inexistência de qualquer mal-estar com o presidente da Guiné-Bissau, considerando que existe "falta de alguma concertação" num país que está a sair de uma situação "terrivelmente difícil".
Primeiro-ministro garante que não há mal-estar com chefe de Estado
Domingos Simões Pereira, que iniciou hoje uma visita oficial de três dias a Cabo Verde, falava aos jornalistas após um encontro com o presidente da câmara da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva, e salientou tratar-se de um período que não é fácil, nem para si, nem para José Mário Vaz.

"É preciso compreender que a Guiné-Bissau está a sair de uma situação terrivelmente difícil, há muitos interesses em presença, os partidos políticos estão numa recomposição interna, o jogo político não está totalmente clarificado e compreendo que tudo isso não é muito fácil para o Presidente, nem para mim. Mas acredito que vamos conseguir um consenso que o povo guineense não só pede como exige", afirmou.

Domingos Simões Pereira ressalvou que a sua resposta não pode ser interpretada como o reconhecimento de que existe um mal-estar entre o primeiro-ministro e o Presidente.

"É na nossa agenda diária que precisamos de muito mais concertação do que aquilo que, noutras situações, seriam tidas como normais e que levam a pensar que existe um ambiente de crispação. Não. Estamos a aprender a consolidar o nosso processo democrático e isso tem de beneficiar da nossa disponibilidade, aprendizagem e desafios, mas também em encontrar soluções que permitam essa convivência", notou.

Para Simões Pereira, a situação da Guiné-Bissau é "especial" e a convivência é "algo que tem de ser aprendido", sendo precisamente esse o caminho que está a ser percorrido, podendo, em alguns momentos, parecer existir alguma falta de consenso sobre determinadas matérias.

"Quero acreditar que a democracia constrói-se pela capacidade de os atores reconhecerem os desafios e de produzirem os consensos suficientes para os ultrapassar. O interesse do povo guineense tem de ser colocado em primeiro plano e não tenho dúvidas nenhumas que o Presidente saberá fazê-lo", sustentou.

"A construção democrática é um processo. Estamos a fazer o nosso percurso, que tem de ser sempre monitorado pelos atores políticos nacionais que têm de cuidar disso, e criar condições para um diálogo heterogéneo inclusivo, mas tendo em atenção que há valores da Nação que valem a pena preservar", acrescentou.

Simões Pereira negou, por outro lado, qualquer intenção de remodelar o executivo, salientando que está "concentrado em governar", admitindo, porém, a morosidade na substituição do ministro da Administração Interna, nome que será conhecido, garantiu, assim que regressar a Bissau.

"Estamos concentrados em governar e não a atender a essas questões (remodelação ministerial). Os desafios que a Guiné-Bissau tem pela frente são tantos que precisamos que a comunidade internacional e os agentes da comunicação nos ajudem a atrair a atenção para aquilo que há de mais positivo", salientou.

Para o chefe do executivo guineense, o que há de mais positivo é o facto de existir um "consenso nacional" sobre o que é necessário para construir o país, consolidar a paz e a estabilidade e trazer ganhos que possam animar a população.

Sobre os militares, o chefe do executivo de Bissau destacou a construção de uma "relação de entendimento" com as Forças Armadas, sobretudo na intenção de fazer imperar da lógica de "subordinação" das Forças Armadas ao poder político.

Instado sobre o que espera da reunião com os doadores, prevista para Genebra em fevereiro ou março, Simões Pereira manifestou o desejo de que haja uma grande adesão, bem como "sinais concretos" de que a comunidade internacional está com o país e materialize financeiramente os vários programas de desenvolvimento em curso.

Lusa

Guiné-Bissau garante "apoio incondicional” à candidatura de Cabo Verde à presidência do BAD

O primeiro-ministro guineense garantiu hoje, na Cidade da Praia, o apoio "inequívoco e incondicional" da Guiné-Bissau à candidatura da ministra das Finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, à presidência do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

A garantia de Domingos Simões Pereira, que cumpre hoje o primeiro de três dias de uma visita oficial a Cabo Verde, foi dada no final de um encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.

As eleições para a presidência do BAD estão marcadas para 28 de Maio próximo.

Cristina Duarte anunciou a candidatura em Outubro de 2014 e, desde então, vários têm sido os esforços conjuntos da presidência da República, Governo e partidos de oposição para lhe dar visibilidade.

Além da candidatura de Cabo Verde à presidência do BAD, liderado actualmente pelo economista ruandês Donald Kaberuka, as eleições contam com sete outras, oriundas do Chade, Etiópia, Mali, Nigéria, Serra Leoa, Tunísia e Zimbabué.

Cristina Duarte, 52 anos, passou pela administração pública antes de chegar ao Governo, de onde transitou, depois, para o Citibank (Quénia e Angola), tendo ainda feito vários serviços de consultoria em organismos internacionais.

Nasceu em Lisboa, a 02 de Setembro de 1962, mas acabou por fazer os estudos primários e os primeiros anos do secundário em Angola, onde viveu até aos 12 anos.

Quando se dá o 25 de Abril de 1974, a família instala-se em Cabo Verde, onde terminou o liceu.

Cristina Duarte regressa a Portugal para se licenciar em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa e, no início dos anos 1990, parte para os Estados Unidos, onde tira mestrados em Gestão de Empresas e em Gestão Internacional, ambos na Universidade do Arizona.

Lusa

PR da Guiné-Bissau diz que povo "não passou cheque em branco" aos dirigentes do país

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou hoje que "o povo não passou um cheque em branco" aos dirigentes do país, ao receber cumprimentos de novo ano por parte do primeiro-ministro e restantes membros do Governo.

null

Retribuindo os votos de um ano novo próspero ao líder do executivo, Domingos Simões Pereira, o Presidente guineense afirmou que o povo deu a cada um dos dirigentes do país "funções específicas", mas "a ninguém passou um cheque em branco", sublinhou.

"É certo que este ano temos pela frente grandes desafios que vão exigir de todos nós grandes esforços e sacrifícios. Neste particular, os titulares dos órgãos de soberania têm responsabilidades acrescidas", observou José Mário Vaz.

Para o Presidente guineense, o diálogo e a concertação dentro das instituições e entre elas serão necessários sempre no âmbito das causas comuns.

"O Governo, tal como todos os outros órgãos de soberania, terá no Presidente da República, um parceiro certo nos esforços para o desenvolvimento do país", disse Mário Vaz, que prometeu não se imiscuir na esfera específica de nenhum órgão de soberania, frisando que nunca o fez.

"O Presidente da República não se coibirá de exercer, sob nenhum pretexto, sob nenhuma pressão, as competências que lhe são reservadas pela Constituição da República da Guiné-Bissau", destacou José Mário Vaz.

Na mesma cerimónia, estiveram as chefias militares, às quais o Presidente guineense dirigiu palavras de elogio pelas "melhorias e inovações" que têm sido introduzidas na sociedade castrense pelo novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Biague Nan Tan.

José Mário Vaz também recebeu cumprimentos de novo ano da parte do presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) e dos deputados ao parlamento.

MB // VM

Lusa

União Europeia facilita diálogo entre organizações promotoras dos direitos humanos na Guiné-Bissau

A Casa dos Direitos em Bissau acolheu no 21 de Janeiro de 2015 um encontro entre as organizações activas na protecção e promoção dos direitos humanos na Guiné-Bissau e apoiadas pela União Europeia no âmbito do Instrumento Europeu de Democracia e Direitos Humanos.

Este encontro, promovido e patrocinado pela Delegação da União Europeia, reuniu pela primeira vez os representantes da ACEP, ADIM, AMIC, CARITAS Guiné-Bissau, Casa dos Direitos, ENGIM, FEC, GEIOJ, Liga Guineense dos Direitos Humanos, MANITESE, Observatório dos Direitos Humanos, PLAN Guiné-Bissau, RENLUV-GC/GB,TINIGUENA e UNICEF.

A iniciativa serviu de ponto de partida para a partilha de informações sobre os respectivos projectos, de forma a avaliar as possibilidades de colaboração recíproca em acções de estudo, de diálogo com as instituições e o Governo da Guiné-Bissau, bem
como de advocacia social, em domínios de interesse comum relativos aos direitos das mulheres, das crianças e dos detidos.

A Casa dos Direitos ficou designada como estrutura focal de facilitação desta articulação, que pretende tornar mais eficazes os esforços de todas as organizações envolvidas, em prol de um ambiente mais favorável à realização dos direitos humanos.

Tal será feito através de um diálogo aberto envolvendo todas as partes interessadas, com vista à construção participativa de políticas, estratégias e dos quadros legais mais apropriados.

A partilha de informações, de competências e de experiências poderá também servir de alavanca para impulsionar a sensibilização de diversos sectores da sociedade guineense.

Os parceiros esperam contar futuramente com a colaboração de profissionais e dos órgãos da comunicação social do país.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Morreu Fafali Koudawo, reitor da Universidade Colinas de Boé

Na Guiné-Bissau, faleceu na tarde de sexta-feira, 23, o Professor Doutor Fafali Koudawo, reitor da Universidade Colinas de Boé e coordenador da Voz de Paz, uma organização da sociedade civil virada para a promoção dos valores da paz na sociedade guineense.


Muito destacado no seio da classe intelectual, Fafali Koudawo chegou à Guiné-Bissau no início da década 90. Foi investigador sénior no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP).

Em 24 de Setembro de 2004, juntamente com  o Dr. João José Silva Monteiro lançou a primeira universidade na Guiné-Bissau, Colinas de Boé.

Basílio Sanca é o novo bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau

Basílio Sanca foi eleito no passado sábado, bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, disse à imprensa fonte da organização profissional.

Um total de 128 advogados participaram nas eleições e Basílio Sanca teve 79 votos, enquanto a concorrente Ruth Monteiro recolheu 49

Um total de 128 advogados participaram nas eleições e Basílio Sanca teve 79 votos, enquanto a concorrente Ruth Monteiro recolheu 49, referiu a mesma fonte.

A candidata derrotada já reconheceu os resultados, acrescentou.

Basílio Sanca licenciou-se pela Faculdade de Direito de Bissau e foi secretário de Estado da Ordem Pública no governo de transição que dirigiu o país na sequência do golpe militar de 2012.

No programa de ação, Basílio Sanca diz que vai pugnar pela clarificação das condições de acesso à profissão - que afirma estar a ser invadida «por pessoas sem preparação».

Nas eleições recebeu o apoio de Roberto Indequi, candidato afastado numa primeira data das eleições, a 10 de janeiro, por ter pago as quotas de vários colegas de profissão, suspeitando-se de uma alegada compra de votos.

A Ordem é dirigida interinamente por Waldumar Martins pelo facto de o bastonário eleito em 2011, Domingos Quadé, se ter demitido do cargo para se candidatar à presidência guineense nas eleições gerais de 2014.

Venceram analfabetismo e miséria, mas suspensão de cursos faz tremer sonhos em Bissau

O desabafo surge em voz alta e num tom de revolta: "sou de famílias analfabetas. Querem que percorra o mesmo caminho", diz Anaís Casimiro, 22 anos, estudante da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau, inconformada com a instabilidade no setor.

No início do mês, o governo da Guiné-Bissau mandou fechar de imediato 21 escolas privadas, de diferentes áreas e graus de ensino, a meio do ano letivo e abrangendo um número não especificado de alunos, mas que a tutela admite ser da ordem dos milhares.

Algumas funcionavam sem o conhecimento do Ministério, outras sem os espaços, pessoal docente, equipamentos ou o currículo exigidos, apontou o executivo, determinado em "fazer cumprir a lei".