segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Jovens angariam fundos para reconstruir escola que acolhia 120 crianças

As crianças do bairro Bandim Bilá, em Bissau, poderão voltar a ter aulas graças a um grupo de jovens guineenses que pretende angariar três milhões de francos CFA (4.500 euros) para recuperar uma escola danificada.

A escola de Bandim Bilá deixou de ser utilizada há quatro anos por se encontrar em avançado estado de conservação e o local serve agora de lixeira do bairro, situação que o Movimento Luz Ku Yagu (Luz e Água) quer reverter.

O espaço albergava mais de 120 crianças de Bandim Bilá.

Lucete Injami, de 16 anos e Ailton Viriato, de 17, são membros do Movimento Luz e Água, uma organização de jovens guineenses que reclama do Governo "realizações concretas", a começar pelo fornecimento regular de energia elétrica e água potável.

Lucete e Ailton são os porta-vozes da revolta juvenil com a situação da escola.

Defendem que o Estado guineense, por não ser capaz de atender às demandas da população, devia passar ao povo algumas das suas responsabilidades naquilo que chamam de "democracia direta".

Lucete Injami dá o exemplo da "ausência do Estado" na resolução do problema da escola do bairro de Bandim Bilá.

Ailton Viriato conta que a arrecadação de fundos "já está a andar", notando que em pouco mais de dois meses de campanha a associação já conseguiu juntar mais de um milhão de francos CFA (1500 euros) através de pessoas que gostaram da ideia.

"Mas são pessoas que estão fora da Guiné-Bissau. Estão em Portugal, Itália e no Brasil", notou Lucete Injami, explicando que ficaram sensibilizadas com a iniciativa que viram num sítio na internet criado para divulgar a campanha de recolha de fundos.

Os jovens do Movimento Luz e Água dizem-se tristes com a realidade das crianças do bairro de Bandim Bilá com muitas a ficarem em casa, sem puderem ir à escola, e com outras a terem que andar mais de dois quilómetros todos os dias para ter aulas.

Crianças até aos seis anos a andarem nas ruas de Bissau correm "um risco enorme" de se perderem ou de serem atropeladas, observou Ailton Viriato.

Lucente Injami frisou que a "principal preocupação" dos adultos devia ser a recuperação da escola, pelas consequências que a falta de aulas trará para as crianças e toda a população do bairro.

"Uma mão que pegue num livro, não terá como pegar numa arma", concluiu.

Estratégia de desenvolvimento da Guiné-Bissau vai centrar-se na biodiversidade -- PM

Bissau, 19 out (Lusa) - O governo da Guiné-Bissau vai colocar a biodiversidade no centro da estratégia de desenvolvimento do país que vai propor à população e parceiros internacionais nos próximos meses, anunciou o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

"A Guiné-Bissau tem coisas únicas que até hoje não estão a ser exploradas", referiu, a propósito das parcelas de território classificadas como património natural.

A ideia foi anunciada na noite de sábado num encontro com autoridades nacionais e com a comunidade internacional, em Bissau, após um retiro dos membros do governo para análise dos primeiros 100 dias de trabalho do executivo.

domingo, 19 de Outubro de 2014

Ébola: Portugal vai ajudar a Guiné-Bissau

Portugal deverá montar uma base de retaguarda para prevenção e combate ao vírus Ébola no Hospital Militar de Bissau, anunciou hoje a ministra da Saúde da Guiné-Bissau, Valentina Mendes.


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«Portugal vai criar uma base no Hospital Militar: lá é que vão ser instalados os equipamentos e o pessoal que vem [para Bissau]», explicou a governante.

Valentina Mendes falava após encontros mantidos na sexta-feira e hoje com o Diretor-Geral de Saúde de Portugal, Francisco George, e Paulo Campos, presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) português, que se encontram na capital guineense.

A base portuguesa deverá complementar um centro de tratamento e isolamento para casos de Ébola que o governo de Bissau quer implantar no Hospital Simão Mendes, principal hospital público do país, mas também um dos mais degradados.

De acordo com Valentina Mendes, o executivo vai redigir uma carta-pedido endereçada ao Governo português, detalhando a cooperação desejada e entretanto esboçada com Francisco George e Paulo Campos.

No documento «estará todo o pacote», referiu a ministra, desde equipamentos em falta, necessidades de treino e outros recursos, como por exemplo, um laboratório.

A carta será entregue em mão pela própria governante ao Governo português durante uma deslocação que vai efetuar a Portugal, ao lado do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, antes do final do mês.

A governante espera que em novembro seja possível receber as primeiras equipas médicas portuguesas em Bissau.

Apesar de se chamar Hospital Militar, 98% dos casos tratados são de civis, mediante o pagamento de uma taxa moderadora de cerca de três euros.

Construído em 2011 através da cooperação chinesa na Guiné-Bissau, a unidade tem das melhores instalações e serviços do país, ainda assim, extremamente carentes: conta apenas com dois especialistas, um cirurgião e um obstetra, o que limita a utilização de equipamentos de diagnóstico.

Tendo em conta o contexto, e consoante evoluir a ameaça do Ébola, as equipas médicas portuguesas poderão envolver-se na promoção de outros cuidados de saúde, admitiram os participantes.
Francisco George e Paulo Campos visitaram o Hospital Militar hoje de manhã.

Para o presidente do INEM, há um interesse particular em unir a função hospitalar à tutela militar, dada a necessidade de proteger instalações que lidem com o vírus Ébola - que já foram atacadas noutros países afetados pela epidemia.

Por outro lado, «é uma estrutura organizada» e «talvez o melhor polo de saúde na Guiné-Bissau».

No entanto, «não vamos colocar a tónica só neste hospital. Este pode ser um pilar importante, mas temos que explorar todos os pilares da cooperação na área da saúde», disse.

Augusto Mendes, diretor clínico da unidade, disse à Lusa que o mais urgente é «treinar os técnicos e pessoal médico, não só na parte teórica, mas também sobre a maneira de usar os kits de proteção» contra o Ébola.

Apesar de os dois países com que faz fronteira já terem sido afetados pelo vírus Ébola, a Guiné-Bissau continua livre da ameaça mortal.

A norte, no Senegal, já foi verificado um caso importado, entretanto curado, e a sul, na Guiné-Conacri (onde a epidemia eclodiu), o Ébola continua a matar.

Desde meados de agosto que a Guiné-Bissau fechou as fronteiras com Conacri, apesar das queixas de comerciantes e da população fronteiriça, para prevenir a entrada de pessoas infetadas - apesar de haver relatos de travessias em zonas não vigiadas pelas autoridades.

Segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ébola causou mais de 4.500 mortos em cerca de 9 mil casos registados na Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, os mais afetados, mas também Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos.

Presidente nomeia novos colaboradores

O chefe de Estado guineense, José Mário Vaz (foto ASF)


O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou esta sexta-feira mais de dez colaboradores, entre conselheiros e assessores.

A ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, Adiantu Nandigna, foi nomeada conselheira político-diplomática.

José Mário Vaz escolheu também novos conselheiros especiais: o empresário Braima Camará; o antigo chefe da diplomacia guineense Iaia Djaló; o ex- ministro da Comunicação Social Fernando Mendonça, que será também porta-voz da Presidência e o antigo reitor da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau Tcherno Djaló.

O chefe de Estado chamou ainda o ex-ministro do Interior, Dionisio Kaby, para assumir funções como conselheiro nas áreas de infraestruturas e equipamento social e António Cabral Avelino como conselheiro para os assuntos da Defesa.

Indira Cabral, filha de Amílcar Cabra, será assessora do Presidente para assuntos dos Direitos Humanos e Género; Policarpo Cabral D’Almada para a Administração Territorial e Adulai Djamanca para assessor do Poder Local.

Por último, Dito Max foi nomeado assessor para a Juventude e César Fernandes foi escolhido para o cargo de secretário-geral da presidência.

Carlos Lopes Responsável da ONU apontou aos guineenses desafios de crescimento do continente africano

O secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, o guineense Carlos Lopes, apontou na sexta-feira à noite os desafios que o continente deve enfrentar para sustentar o crescimento económico que conhece nos últimos anos.
Responsável da ONU apontou aos guineenses desafios de crescimento do continente africano
Carlos Lopes está em Bissau a convite do Governo e foi orador numa conferência em que assistiram funcionários de organizações internacionais e diplomatas.

Uma das figuras presentes foi o diretor geral da Saúde de Portugal, Francisco George, que se encontra de visita a Guiné-Bissau.

Durante cerca de duas horas, o economista e sociólogo guineense defendeu que "um dos grandes desafios" de África é a industrialização para que se possa transformar localmente a matéria-prima e, assim, gerar emprego.

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, que se encontrava na mesa, ouviu Carlos Lopes sustentar que África, que tem tido uma das taxas de crescimento mais elevadas do mundo na ordem dos cinco por cento ao ano, deverá arranjar soluções para a falta de infraestruturas e energia.

Trazer para a economia a formalidade, alargar a base tributária, seriam para Carlos Lopes a transformação estrutural de que necessita África para sustentar o crescimento, devendo o Estado ter neste caso "um papel mais interventivo", observou.

Sendo um continente com cerca de um bilião de pessoas, África devia também incrementar as trocas comerciais entre os seus países e blocos regionais, recentrando toda estratégia na agricultura, visando a transformação a partir das energias renováveis, disse Carlos Lopes.

A reformulação do sistema educativo com a formação de quadros virados para a indústria, o fim à instabilidade política num continente onde só no último ano mais de 100 milhões de pessoas foram afetadas por conflitos violentos e o combate às desigualdades, são outros dos desafios apontados secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África.

Carlos Lopes realiza no sábado um retiro com todo Governo guineense para preparar uma mesa-redonda que Bissau pretende realizar em fevereiro com os parceiros internacionais.

Lusa

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Novo estudo revela que milho alaranjado aumenta os níveis de vitamina A nas crianças

A insuficiência de vitamina A provoca cegueira em aproximadamente 500 mil crianças todos os anos


LUSAKA, Zambia, October 16, 2014/ -- Um estudo divulgado na American Journal of Clinical Nutrition (revista americana de nutrição clínica) mostrou que a pró-vitamina A do milho alaranjado aumenta as reservas de vitamina A no organismo. Este milho foi produzido pelos métodos convencionais (não geneticamente modificado), de modo a possuir níveis mais elevados de betacaroteno, uma substância que o organismo transforma em vitamina A.

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Photos: http://goo.gl/u9ygCR

A insuficiência de vitamina A provoca cegueira em aproximadamente 500 mil crianças todos os anos e aumenta o risco de morte por doenças. Os alimentos ricos em vitamina A, como os frutos cor de laranja ou a carne, nem sempre estão disponíveis ou acabam por serem muito caros. Em muitos países, as pessoas ingerem grandes quantidades de alimentos básicos a saúde, como o milho. Na Zâmbia, as pessoas chegam a comer quase meio quilo de milho branco por dia, mas este não lhes fornece pró-vitamina A. Substituir este milho pelo milho alaranjado, que é rico em betacaroteno, poderia satisfazer até cerca de metade das necessidades diárias de vitamina A dos zambianos.


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Neste estudo, elaborado para comprovar a eficácia do milho alaranjado, as crianças foram aleatoriamente colocadas em três grupos de alimentação diferentes e receberam milho branco, milho alaranjado ou um suplemento diário de vitamina A. Três meses depois, os grupos que receberam o milho alaranjado e os suplementos de vitamina A demonstraram um aumento significativo nas reservas totais de vitamina A no organismo, ao passo que no grupo que recebeu o milho branco não se verificou nenhuma alteração.

A cientista responsável, Sherry Tanumihardjo, afirmou: “ficamos surpreendidos ao verificar que a maioria das crianças do estudo já tinha reservas substanciais de vitamina A. Contudo, apesar destas reservas adequadas de vitamina A, ainda assistimos a um aumento da vitamina A provocado pelo milho alaranjado. Estou confiante de que o milho alaranjado poderá ser especialmente eficaz no aumento das reservas de vitamina A no organismo em populações com deficiência dessa vitamina.”

Na Zâmbia, o HarvestPlus (http://www.harvestplus.org) tem planos para que 100 mil agricultores passem a produzir o milho alaranjado em 2015. De acordo com Eliab Simpungwe, Gerente Local do HarvestPlus, “os consumidores receberam bem o milho alaranjado depois de o terem provado.”  O milho alaranjado também tem alto rendimento, é resistente a vírus e doenças, além de ser tolerante à seca.

Musonda Mofu, Diretor Executivo Interino da Comissão de Alimentação e Nutrição Nacional na Zâmbia e membro da equipa responsável pelo estudo, afirmou que “ainda existem muitas áreas isoladas na Zâmbia em que a deficiência de vitamina A continua a ser um problema. As abordagens com base em alimentos, como o milho alaranjado, podem fornecer às pessoas uma parcela considerável das suas necessidades diárias de vitamina A. Para nós, esta é uma abordagem econômica e segura para melhorar a nutrição."

O destacamento da Policia de Intervenção Rápida recupera cabeças de gado roubadas no sector de Canchungo

Bissau – O destacamento da Policia de Intervenção Rápida (PIR), colocado no Sector de Canchungo, norte da Guiné-Bissau, apoiado pelos elementos da Guarda Nacional, recuperou 47 das mais de 90 cabeças de gado bovino roubadas nos últimos dias, nas diferentes povoações que compõem a localidade.

Entre os elementos recuperados constam ainda painéis solares, um motor fora de bordo com a capacidade de 40kw, armas de fogo e mais de uma dezena se pessoas detidas, todas suspeitas de envolvimento na prática de crimes de roubo de gado na região.

A cerimónia de entrega simbólica destes animais foi feita pelo Comissário da Polícia da Ordem Pública para a Província Norte, Paulino Dias, ao régulo de Canchungo, Fernando Batica Ferreira.

A PNN esteve em Bula, onde se encontra um grupo de 21 cabeças de gado bovino à espera de serem identificados pelos seus proprietários para, de seguida, se proceder à sua entrega.


Em Canchungo a PNN registou, no Quartel-general desta força policial, nove cabeças de gado, bem como um camião carregado com 17 cabeças de gado bovino.

Em declarações à PNN, o régulo de Canchungo mostrou-se satisfeito com a resposta do Governo face à queixa apresentada pela população devido aos furtos.

Sobre o mesmo assunto, o Porta-voz do Ministério da Administração Interna, Samuel Fernandes, informou que os resultados desta operação surgem em resposta ao apelo e às orientações feitas pelo Governo através do ministro da Administração Interna, Botche Candé, sobre a necessidade de busca e recuperação dos animais em causa.

Fote : PNN

ÉBOLA : Estudantes da Guiné-Bissau na Rússia temem ataques da população

Estudantes da Guiné-Bissau na Rússia estão a pedir a intervenção das autoridades guineenses junto do governo de Moscovo por recearem ataques da população que os aponta como portadores do vírus Ébola, disse um dos alunos a uma rádio local.

Elísio Barbosa, presidente da Associação dos Estudantes Guineenses na Rússia, referiu, em contato telefónico com uma rádio de Bissau, que a população da cidade de Oriol (a 400 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia e com a Ucrânia) "está furiosa com os estudantes africanos", nomeadamente os guineenses.

Quinze estudantes guineenses, contemplados com bolsas de estudo do governo russo, chegaram a Moscovo na terça-feira e um dos jovens foi levado ao médico por ter febre.

Missão de voluntários portugueses poderá ir para a Guiné-Bissau

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) admite a hipótese de enviar para a Guiné-Bissau, se tal se vier a justificar, uma missão de voluntários, médicos e outros especialistas que se mostraram disponíveis para prestar apoio a este país africano de língua oficial portuguesa onde o risco de surgirem casos de ébola é mais alto, por fazer fronteira com um dos epicentros da infecção, a Guiné-Conacri.

São “dezenas” de médicos e outros especialistas que se voluntariaram para ir para a linha da frente, mas apenas partirão integrados numa missão organizada pelas Nações Unidas, explicou à Rádio Renascença  o director-geral da Saúde, Francisco George. “Estão a receber formação intensiva e a fazer estágios” no Instituto Nacional de Emergência Médica e no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em colaboração com a embaixada da Guiné-Bissau, “de forma a estarem prontos a partir, em caso de necessidade”, acrescentou

Entretanto, o retomar das ligações aéreas semanais entre Lisboa e a Guiné-Bissau, que estava previsto para o próximo dia 28,  foi adiado pela TAP por um período não inferior a 45 dias. Num lacónico comunicado, a TAP justifica o adiamento, alegando que não estão ainda “reunidas todas as condições operacionais necessárias”, mas o porta-voz da companhia área admitiu à Renascença que o surto de ébola na África Ocidental estava a afastar passageiros e a perturbar o desenvolvimento da operação.

“Isso é uma questão que se tem vindo a desenvolver e perturba, pelo menos, do ponto de vista da percepção que as pessoas têm em relação àquele destino, o desenvolvimento da própria operação da TAP”, reconheceu António Monteiro.

A transportadora aérea nacional planeava voltar a voar para a Guiné-Bissau no final deste mês, por considerar que estão ultrapassadas as questões que obrigaram à suspensão dos voos em Dezembro passado. Foi o embarque forçado pelas autoridades guineenses de 74 cidadãos sírios rumo a Lisboa que levou a TAP a interromper os três voos semanais para Bissau.

Fonte Jornal Publico

Dia Mundial da Alimentação : Programa Alimentar Mundial apoia 160 mil pessoas por ano na Guiné-Bissau

O Programa Alimentar Mundial (PAM) está a apoiar cerca de 160 mil pessoas por ano na Guiné-Bissau, anunciou hoje a organização, a propósito das comemorações do Dia Mundial da Alimentação.

Programa Alimentar Mundial apoia 160 mil pessoas por ano na Guiné-Bissau

Entre as medidas em curso está a distribuição de uma refeição quente por dia a 86 mil crianças em idade escolar e ainda a entrega de alimentos a 12 mil crianças, cabazes que levam para as famílias como forma de incentivo para as deixarem frequentar a escola.

Há ainda 36 mil mulheres e crianças guineenses a receber produtos específicos para prevenir ou tratar a subnutrição.

"Alinhado com as prioridades estabelecidas pelo governo da Guiné-Bissau e em colaboração com outros parceiros, o PAM está a trabalhar para aumentar a produção de arroz e a sua comercialização no país", refere a organização em comunicado.

De acordo com o comunicado, estão a ser desenvolvidos projetos para aumentar as áreas de cultivo e há obras em curso para melhorar caminhos que ligam as áreas de produção aos mercados.

"Sempre que possível, o PAM compra produtos alimentares locais a pequenos agricultores de modo a garantir a entrega dos alimentos distribuídos de forma aceitável e em tempo oportuno, bem como para apoiar os mercados locais", referiu hoje o representante do PAM em Bissau, Ussama Osman.

Um outro projeto, numa parceria do PAM com a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) das Nações Unidas, está a tentar colocar à disposição dos alunos produtos frescos produzidos em hortas escolares e comunitárias que foram sendo disseminadas pelo país.

De acordo com o relatório "Estado da Insegurança Alimentar no Mundo em 2014", o número total de pessoas afetadas registou uma redução de 37 milhões (para 805 milhões) e 63 países atingiram as metas internacionais de redução da fome antes de 2015.

Para o PAM, os dados representam "a prova do progresso possível quando os governos, as organizações humanitárias e do setor privado colaboram para fazer uma mudança duradoura", conclui o comunicado.

Lusa

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Devido ao roubo de gado : Governo reforça segurança em Canchungo

Bissau – O Governo liderado por Domingos Simões Pereira reforçou a segurança em Canchungo, região de Cachéu, norte do país, com homens, viaturas motorizadas e outros meios de trabalho da Polícia da Intervenção Rápida estacionada nesta localidade, com a finalidade de combater a crescente onda de roubo de gado bovino no local.

A medida foi tornada pública esta terça-feira, 14 de Outubro, pelo ministro da Administração Interna, Botche Candé, durante o encontro que manteve em Canchungo com os proprietários e criadores de gado bovino de diferentes povoações que compõem a região, em particular o referido sector.

Na reunião em que estiveram presentes responsáveis do Ministério da Administração Interna, destacam-se Doménico Sanca, secretário de Estado da Ordem Pública, o Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública, Armando Nhaga, o Comandante-geral da Guarda Nacional, o Inspector-geral do Ministério da Administração Interna e os cinco deputados eleitos no Círculo Eleitoral Número 20.

Durante o encontro os participantes não esconderam a sua insatisfação, revolta e preocupação em relação aos roubos de gado que, em pouco menos de 30 dias cerca de 90 cabeças de gado bovino foram roubados por homens armados no sector de Canchungo.

Perante esta realidade o titular da pasta da Administração Interna informou que o corpo da polícia especial estacionado em Canchungo vai ser reforçado com militares da Guarda Nacional, anunciando igualmente a colocação de mais elementos em Cachéu, na sede regional e na Ilha de Pexice.

A região de Cachéu tem um índice muito elevado de roubos de gado bovino em todo território nacional, o que inquieta muito a população local. Os autores praticam estes actos no período nocturno, equipados com armas de fogo e alguns exibindo uniformes militares.

Presidente do parlamento guineense transmite mensagem ao seu homólogo angolano

Cipriano-Cassamá-é-o-novo-presidente-da-ANPGenebra - O presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Kassamá, transmitiu hoje, quarta-feira, em Genebra (Suíça), uma mensagem verbal ao seu homólogo angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, à margem da 131ª Sessão da Assembleia Inter-parlamentar (UIP).

A mensagem foi  transmitida durante um encontro, a seu pedido, mantido com a deputada Carolina Cerqueira, Presidente do Grupo Nacional da UIP, e chefe da delegação parlamentar à referida Assembleia.

Cipriano Kassamá manifestou a disponibilidade das autoridades do seu país de retomar a cooperação secular entre os dois Estados, realçando que Angola é um país importante para a Guiné-Bissau.

Disse que não se pode descurar a amizade existente entre os dois países e povos, acrescentando que “não há tempo a perder, deve-se retomar a cooperação não só a nível parlamentar, mas em todos os domínios”.

Por seu lado, a deputada Carolina Cerqueira agradeceu as palavras do seu interlocutor, afirmando que “estamos abertos ao reforço da amizade fraternal entre os dois países, e trabalhar para o bem dos nossos povos”.

“Os nossos princípios e objectivos são os mesmos de paz, desenvolvimento e bem estar para ambos os povos”, sublinhou.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Secretário de Estado promete rever estrutura do Hospital Nacional Simão Mendes

Bissau – O secretário de Estado da Gestão Hospitalar prometeu  terça-feira, 14 de Outubro, rever a estrutura de todo o serviço do Hospital Nacional Simão Mendes, como forma de evitar maus tratos e tratamento desigual dos pacientes e da população em geral, por parte dos técnicos daquele que é o maior centro hospitalar da Guiné-Bissau.



Domingos Malú falava no acto de entrega dos materiais, no Bloco Operatório do Hospital Nacional Simão Mendes, reconhecendo que o serviço em causa tem vários problemas, não só em termos de equipamento mas também em termos estruturais. Por isso afiançou que é urgente fazer uma revisão das suas estruturas, tendo afirmado que enquanto gestores do sistema de saúde estão engajados a «pôr o dedo na ferida».

«Não basta ser técnico mas temos que ser técnicos prestadores de serviços e com capacidades no exercício das missões que nos forem conferidas. Ser médico não é para enriquecimento, mas para salvar a vida» avançou Domingos Malú, afirmando que aquilo que tem acontecido até aqui na unidade hospitalar é um «ponto final». Daqui para a frente há uma seriedade, há uma responsabilidade de projectar o Hospital Nacional.

Domingos Malú afirmou ainda que é inaceitável o que acontece naquele centro, nomeadamente o facto de ter muitos técnicos sem prestação de serviços adequados, desafiando que é impensável ter um hospital de referência sem técnicos de referência.

Na opinião do secretário de Estado, um hospital de referência pode coincidir quando tiver os técnicos também de referência. Se isso não acontecer, de nada vale chamar «hospital de referência nacional», por isso, aproveitou a ocasião para pedir desculpa às vítimas de maus tratos por parte dos técnicos do Hospital Nacional Simão Mendes, ao longo dos tempos.

Os materiais fornecidos pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento consistem num monitor operatório, aspiração de anestesia de neonatal, entre outros.